quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Olha o Dandão ...

João Firmino Dias nasceu em Cananéia, em 1941, filho de Hermínio Dias dos Reis e Emília Cunha das Neves. É pescador aposentado. A rabeca foi o primeiro instrumento que aprendeu, aos doze anos. Hoje toca em uma rabeca feita por ele mesmo. Seu João Firmino também toca cavaquinho, viola e violão. É artesão e também professor de rabeca do projeto Resgatando o Fandango Caiçara, rabequeiro do grupo de fandango Caiçaras de Cananéia e do Grupo de Batido São Gonçalo.

Foi um homem chamado Ângelo Alves. Ele pescava com meu pai e tocava rabeca e eu fui guardando aquilo na cabeça. Mas demorei para aprender, não é um instrumento fácil não. Quando eu fui ter gosto mesmo em tocar, eu tava com uns vinte anos. Demora. Ele tocava bem rabeca, mas ele mesmo falava que ele me ensinou a tocar rabeca e, depois de um tempo, eu já ensinava pra ele. Ele cansava de falar para nós. E ele o melhor tocador de rabeca lá de Taquari. (João Firmino)

Registro: Projeto Resgatando o Fandango Caiçara
video

Audiência Pública "A luta pelos Direitos do povo de Cananéia"


terça-feira, 28 de agosto de 2007

Coletivo Jovem Caiçara Lança Livro...



A história de Cananéia é recheada por saberes, fazeres, lendas, causos, crenças e costumes presentes na cultura caiçara local – SP
O livro “Saberes Caiçaras: a cultura caiçara na história de Cananéia” é mais que um produto literário. Além do resgate de uma cultura historicamente construída em contato direto com o ambiente natural, a elaboração do material incentivou a apropriação e a instrumentalização, por jovens, de um meio de produção de conhecimento.
Contribuir para a valorização da cultura caiçara no município de Cananéia através da pesquisa, registro e disseminação do modo de vida caiçara, possibilitando que a comunidade perceba seu pertencimento e co-responsabilidade na manutenção do saber tradicional e da cultura local. Este foi o desafio empreendido pelo Coletivo Jovem Caiçara de Cananéia na produção do livro “Saberes Caiçaras: a cultura caiçara na história de Cananéia”, que acaba de ser editado.
O livro foi produzido por 15 jovens com idades entre 14 e 29 anos e durante seis meses eles entrevistaram antigos moradores da cidade, considerada o primeiro povoado do Brasil.

“Enquanto estávamos marcados pelo entusiasmo de ir à busca do conhecimento de nossas raízes, nem imaginávamos o que veríamos pela frente – histórias marcantes e uma lição de vida passada pelos mais velhos...”William Cunha Gonçalves – 16 anos

O livro perpassa pela formação do Centro Histórico de Cananéia e suas peculiaridades, destacando os casarios de pedra e cal de ostras em estilo colonial, assim como a Igreja Matriz de São João Batista, tombada como patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). Além da história de bairros urbanos como o Morro São João, Carijo e Rocio, que têm seus detalhes descortinados pelas histórias e causos dos moradores. Promoveu o diálogo entre gerações antigas, com suas raízes ligadas a terra, e gerações mais novas, que trazem a vontade, a criatividade e a capacidade de fazer diferente.
As comunidades do Marujá, Foles e Cambriú, na Ilha do Cardoso, também são abordados no livro, bem como as localidades continentais do Varadouro, Ariri, Santa Maria, Mandira e Itapitangui, que foram descritas pelos jovens que embarcaram no audacioso projeto de contar através da história de vida desse povo como era seu modo de vida antigamente; simples, humilde e permeado de tradições e crenças.

“(...) nasci aqui, aqui me casei, tô vivendo, eu acho que vai ser final de vida aqui, porque (...) pra mim saí, pra mim deixá minhas plantação aqui, tudo o que eu tenho, tudo o que eu fiz eu acho que não encontro lugar melhor de vive, pra mim sobrevive, do que o Varadouro”Luiz Camilo Mateus – Morador do Bairro Varadouro – 55 anos

O livro “Saberes Caiçaras: a cultura caiçara na história de Cananéia” criou um senso de identificação com a cultural tradicional nesse pequeno grupo de 15 jovens. Esse importante trabalho é uma das iniciativas que estão tentando mudar o perfil do jovem refém da cultura de massa.





















Serviço:
Livro “Saberes Caiçaras: a cultura caiçara na história de Cananéia”
De Cleber Rocha Chiquinho
Quanto: 20 reais (sem frete)
Onde adquirir: INSTITUTO DE PESQUISAS CANANÉIA - IPeC
Coordenação de Educação e CulturaRua Francisco Chaves, 263 - Centro - Cananéia - SP
Fone./Fax: (13) 3851-3959
E-mail:
coordenacao@ipecpesquisas.org.br
Website: http://www.ipecpesquisas.org.br/












Veja Também em:
http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=680&Itemid=184

Fonte: Revista RAIZ

Domingueira de Fandango - 02/09/2007

Não esqueçam... Todo 1º domingo do mês tem festa!!!


Grupo de Fandango Batido São Gonçalo


quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Forrozín...


Forró do fim-de-semana...
Sábado tem aquele forró de rabeca que todo mundo gosta!
Trio Só-Nós-Três voltando a tocar na região do Cambuci! Boa música, cerveja gelada, cachaça mineira... Quer mais o quê? Vale a pena!!

Veja também: http://papasmiscleo.blogspot.com/
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DOMINGO 26/08 - FORRÓ DE RABECA com FLOR DE MUÇAMBÊ
Abertura da casa: 19h / início da apresentação: 20h
O autêntico forró pé-de-serra de acordeom e rabeca, com baiões, xotes, xaxados e arrasta-pé dos consagrados Luiz Gonzaga, João do Vale e Jackson do Pandeiro e de autores como Jacinto Silva e Ary Monteiro animam a nossa festa!
Filpo Ribeiro, Rabeca, Violão e Voz
Rone Gomes, Triângulo e Voz
Guluga Zabumba e Voz
A primeira dose de cachaça mineira é gratis.
Couvert artístico R$ 8,00

ESPAÇO MISCELÂNEA CULTURAL
Rua Alvaro Anes, 91 - Pinheiros (rua em frente a Fnac, travessa da av. Pedroso de Moraes)
Inf. 3815-9808E-mail miscelaneacultural@terra.com.br




terça-feira, 21 de agosto de 2007

Fandango Caiçara ...

O fandango tem uma história longa e controversa. Para alguns pesquisadores teria origem Árabe. Para outros, suas origens viriam da Pení­nsula Ibérica, quando Espanha e Portugal ainda não eram reinos de fronteiras definidas. Existe ainda uma vertente que classifica a origem do fandango na América Latina, de onde teria partido para a Espanha no iní­cio do século XVIII.
Uma de suas definições mais antigas e de uso generalizado é a de fandango como um baile ruidoso. Encontramos referências a baile e conjunto de danças chamadas por esse nome, ao longo de Portugal, Espanha e França. Em Portugal, há formas de dança e funções assim nomeadas no Arquipélago dos Açores, na região entre o Ribatejo e a Estremadura e, mais ao norte, na fronteira com a Espanha, onde congrega-se as principais danças dos Paí­ses Bascos. Na região de Andaluzia, tanto dança como gênero especí­fico, possuindo fortes ví­nculos com o universo do flamenco. Nas Américas, o termo é empregado desde o período colonial no México e na Colômbia, designando uma dança ou um conjunto de danças.
No Brasil, teve suas origens e influências ibéricas miscigenadas com outras matrizes culturais, assumindo regionalmente, com o mesmo nome de fandango, aspectos e caracterí­sticas completamente diferentes. Como resume Camara Cascudo, o termo fandango designa, em terras brasileiras, o auto marí­timo do ciclo natalino, encontrado em alguns estados nordestinos, e o baile sulista, encontrado no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. No interior de São Paulo, na região de Sorocaba, há também uma variante de dança sapateada, herdada dos tropeiros, assemelhada à catira ou catereira.
Fandango Caiçara
O fandango
encontrado nos litorais paulista e paranaense, independente de suas origens, não seria apenas fruto de uma herança musical chegada ao sul do Brasil pelos portugueses. Essa teria se miscigenado com a música que aqui havia, também de violas e rabecas, nas vilas e caminhos desde os tempos da capitania de São Vicente. Sua musicalidade transitou por terra e mar, pelos canais e ilhas que interligam o litoral paranaense ao de Cananéia e Iguape, em São Paulo, na região conhecida como Lagamar , estendendo-se até o litoral norte de São Paulo.
O fandango aqui apresentado está compreendido então como uma manifestações cultural popular brasileira, fortemente associada ao modo de vida caiçara , onde dança e música são indissociaveis de um contexto cultural mais amplo. Sua prática sempre esteve vinculada a organização de trabalhos coletivos - mutirões, puxirões ou pixiruns - nos roçados, nas colheitas, nas puxadas de rede ou na construção de benfeitorias, onde o organizador oferecia como pagamento aos ajudantes voluntários, um fandango, espécie de baile com comida farta. Para além dos mutirões, o fandango era a principal diversão e momento de socialização dessas comunidades, estando presente em diversas festas religiosas, batizados, casamentos e, especialmente, no carnaval, onde comemorava-se os quatro dias ao som dos instrumentos do fandango.
Atualmente são cada vez mais rara a realização de mutirões, embora estes ainda sejam organizados em localidades como Rio Verde, Utinga e Taquari . Com o avanço da especulação imobiliária e a transformação de grandes áreas da região em unidades de conservação, inúmeras comunidades tradicionais foram obrigadas a migrar para outras regiões, desarticulando importantes núcleos organizadores de fandangos.
Os fandangueiros encontraram, no entanto, outras formas de vivenciar o fandango, através da organização de clubes de baile, de festas comunitárias, formação de grupos artí­sticos ou em recriações por grupos mirins. Nos dias atuais, é crescente a colaboração das comunidades com a realização de trabalhos de pesquisa e afirmação cultural das práticas caiçaras locais, através da formação de associação de fandangueiros e outras formas de organização.
Música, dança e instrumentos
O fandango encontrado na região possui uma estrutura bastante complexa, envolvendo diversas formas de execução de instrumentos musicais, melodias, versos e coreografias.
A formação instrumental básica do fandango normalmente são composta por dois tocadores de viola, que cantam as melodias em intervalos de terça, um tocador de rabeca, chamado de rabequista ou rabequeiro, e um tocador de adufo ou adufe. O violão é usado em vários grupos de Cananéia e Iguape, assim como na Barra do Ararapira (Ilha do Superagui - Guaraqueçaba/PR). O cavaquinho também são bastante comum no estado de São Paulo e na Barra do Ararapira. Já o bandolim é encontrado apenas no grupo Violas de Ouro de São Paulo Bagre (Cananéia/SP), utilizando, no entanto, uma afinação completamente diferente da usual.Também são encontrados outros instrumentos de percussão como o pandeiro, surdos, tantas, entre outros. O machete, instrumento de cordas bastante utilizado no passado para a iniciação musical dos fandangueiros por ser mais simples e menor que a viola são bastante raro atualmente.
Cada forma musical, definida pelos mestres violeiros, chamada de marca ou moda, dependendo da região, e possui toques e danças especí­ficas, que se dividem, basicamente, em duas categorias: os valsados ou bailados - dançados em pares por homens e mulheres, com ou sem coreografias especí­ficas - e os batidos ou rufados. Nos batidos, os homens utilizam tamancos feitos de madeira resistente, como canela ou laranjeira, intercalando palmas e tamanqueando no assoalho de madeira, de acordo com a marca ou moda executada. As mulheres acompanham os dançadores em coreografias circulares, onde os pares vão traçando figuras, sendo a mais comum a de um oito, no sentido anti-horário. A maior parte dos grupos, atualmente, possui um mestre marcador, ou mestre-de-sala, responsável por guiar os demais dançadores e evitar que se cometa balaio, como eram chamados pelos antigos os erros nas danças.
A grande maioria dos instrumentos encontrados no fandango são de fabricação artesanal, tendo a caixeta ou caxeta (Tabebuia cassinoides, D.C.) como madeira mais utilizada, e trazendo fama a alguns dos construtores de instrumentos ou fabriqueiros encontrados ao longo do caminho.
A viola de fandango, também chamadas em Iguape de viola branca, guarda algumas semelhanças com a viola nordestina, mas diferencia-se especialmente pelo variado número de cordas e pela presença da turina, cantadeira ou piriquita, corda mais curta que vai somente até o meio do braço da viola e, como o próprio nome diz, dá o tom da voz do violeiro. Em sua grande maioria, as violas possuem dez casas como as violas caipiras de meia-regra, mas os fandangueiros não as chamam de casas e, sim, de pontos, que são feitos com arame. As cravelhas são feitas de madeira dura e encaixadas no braço da viola através de furos feitos com ferro quente. Morretes é a única localidade no Paraná em que a viola mantém as dez cordas, sendo nove finas e uma um pouco mais grossa no quinto par, mas não possui a turina.
As violas de fandango são feitas com madeiras da região, podendo ser de forma (de aro) ou cavoucada (de cocho, escavada). No primeiro caso, o construtor tira filetes de madeira e põe na forma por alguns dias para que ela seja moldada e vai aos poucos montando o instrumento, peça a peça. No segundo, o construtor derruba uma árvore de tamanho suficiente para se fazer uma viola e, depois, vai esculpindo corpo e braço em uma peça única, colocando o tampo ou o fundo ao final. Além da caixeta, outras madeiras mais resistentes, como o cedro e a canela, podem ser utilizadas especialmente para confeccionar as cravelhas, sobre braços, cavaletes e os detalhes do acabamento em machetaria.
Os fandangueiros não possuem uma altura padrão para afinação das violas, que podem ser três: pelas três, pelo meio e intaivada (nome que, provavelmente, deriva de oitavada). A afinação em Morretes é denominada de pelas três e esta são foi encontrada novamente na Barra de Ararapira, tocada pelo violeiro Fausto Pires. A afinação pelas três é a única no fandango em que, a maneira da viola caipira, as cordas soltas formam um dos acordes da música. O quinto e o quarto pares de cordas são sempre tocados soltos. O outro acorde é feito com uma meia pestana, onde o dedo um prende na quinta casa o primeiro, segundo e terceiro pares de cordas.
A afinação pelo meio é usada somente na Ilha dos Valadares, em Paranaguá,, enquanto a intaivada é tocada em Paranaguá, Guaraqueçaba, Cananéia e Iguape. Os intervalos para afinação entre as cordas, nas afinações pelo meio e intaivada, são semelhantes aos intervalos do violão, porém em oitavas diferentes. A afinação pelas três é semelhante a afinação guitarra da viola caipira. Usa-se na quase totalidade das modas a tônica (T) e a dominante (D) para o acompanhamento. Os violeiros usam apenas os quinto, sexto e sétimo pontos da viola para acompanhar as marcas ou modas, salvo raros momentos onde registramos o violeiro ponteando a viola.
A rabeca também pode ser feita na forma ou cavoucada, utilizando-se vários tipos de madeira diferentes. O instrumento possui três cordas em quase toda a região, Ã exceção de Morretes e Iguape, onde é encontrada com quatro cordas . A afinação mais usada, da corda mais grossa para a mais fina, é de uma quarta justa. A rabeca sempre dobra a primeira voz e, nos momentos em que a moda ou marca não estão sendo cantada, faz uma linha melódica própria, tendo um toque - ou ponteado - especí­fico para cada uma. Segundo os fandangueiros, a rabeca enfeita o fandango e, por não ter pontos como a viola, é mais difícil de ser tocada. O dandão e a chamarrita, modas valsadas, possuem vários temas diferentes para rabeca, e podem ser tocados na mesma moda conforme a vontade do rabequista. Em São Paulo os toques de rabeca são diferentes dos toques do Paraná.
No acompanhamento rí­tmico temos o adufo, espécie de ancestral artesanal do pandeiro, onde o couro é deixado mais frouxo para obtenção de um som mais grave. O adufo era, no passado, confeccionado com couro de cachorro-do-mangue (mangueiro), veado ou cutia. Atualmente, com as proibições da caça desses animais, é mais comum o uso do couro bovino ou bode, embora o adufo venha sendo cada vez mais substituí­do pelo pandeiro.
Nos estudos dedicados ao fandango encontramos registros que dão conta de até duzentas marcas ou modas registradas. Embora este número nos pareça um pouco exagerado, de fato, impressiona a quantidade de toques e coreografias.
No caso de São Paulo, essa prática é atualmente pouco comum, embora antigos fandangueiros ainda saibam dança-lo .
Dentre os valsados mais tocados, temos as chamarritas e os dandãos, como são chamados no Paraná e em Cananéia, e os bailados e passadinhos , em Iguape.
A chamarrita, também chamada de chamarrita de louvação, em muitos lugares, era a primeira marca que dava iní­cio ao fandango, onde se pedia licença para a brincadeira e era saudado o dono da festa. Vinha antes mesmo do anu, primeiro batido dançado. Atualmente, as chamarritas não possuem mais essa função, sendo apenas uma forma de tocar e dançar o fandango valsado. No Paraná, a grande maioria não possui refrão. O violeiro canta os versos que ele já conhece de cor, adaptados e diferentes melodias de chamarritas por ele conhecidas. Geralmente os dois violeiros usam a mesma batida e a rabeca acompanha em uníssono os cantadores, possuindo alguns toques solo para os entremeios das estrofes. Em São Paulo, a maioria das chamarritas registradas possui refrão. Os toques tradicionais de rabeca são diferentes dos toques paranaenses e o violeiro não precisa cantar todos os versos do refrão depois da despedida, podendo cantar apenas o primeiro e o último. O dandão, ao contrário da chamarrita, apresenta refrão na grande maioria dos registros realizados. Podem começar tanto pelo refrão como por qualquer uma das quadras escolhidas pelo fandangueiro. Depois da despedida, o violeiro tem que cantar todo o refrão. No dandão, como na chamarrita, a rabeca acompanha em uní­ssono o canto e possui outros toques para o entremeio instrumental.
A maior parte das músicas cantadas no fandango não possuem autor conhecido, sendo consideradas muito antigas pelos tocadores. Destacamos, no entanto, a presença dos modistas ou tiradores de moda da cidade de Cananéia, como Ângelo Ramos, Armando Teixeira, Paulo de Jesus Pereira, do grupo Violas de Ouro de São Paulo Bagre, e do Jovem Valdemir Antonio Cordeiro, o “Vadico”, do grupo Jovens Fandangueiros de Itacuruça (Ilha do Cardoso - Cananéia).
Fonte: Museo Vivo do Fandango

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

domingo, 19 de agosto de 2007

Apôs Olhe...Olhe o que pensa um cientista e um caiçara sobre esse bichinho aí...


Biguá
(Phalacrocorax brasilianus)
Família Phalacrocoracidae

Cientista:
Caracterização
Mede 75 cm, seu peso é de 1,3 kg (macho). Plumagem escura-preta, saco gular amarelo; na época da reprodução com penas brancas beirando a garganta nua e com um tufo branco atrás da região auricular. Imaturos apresentam cor de fuligem.
Caiçara:
Caracterização
Pequeno e com a carne dura...leva três lua pra ficá pronto...

Cientista
Habitat
Vivem em lagos, grandes rios e estuários, não se afastam da costa para se aventurarem ao mar.
Caiçara
Habitat
Gosta de um cerquinho essezinho viu...

Cientista
Hábitos
São ótimos mergulhadores, realizando grandes mergulhos, reúnem-se para pescarias coletivas e estratégicas; todos nadam lado a lado no mesmo sentido, bloqueando um canal ou uma enseada fluvial. Descansam pousando na beira da água, sobre pedras, árvores, estacas. Esticam as asas como os urubus.
Caiçara
Hábitos
Acorda de manhã e dorme de noite...

Cientista
Alimentação
São piscívoros, apanham freqüentemente presas sem valor comercial como, por exemplo, peixes providos de acúleos; o suco gástrico do biguá é capaz de desagregar espinhas.
Caiçara
Alimentação
É peixe né...

Cientista
Manifestações sonoras
Voz o seu grito é "biguá", "oák". O coro de muitos indivíduos soa ao longo como o ruído de um motor.
Caiçara
Manifestações sonoras
Biguá...biguá...

Cientista
Reprodução
Nidifica sobre árvores em matas alagadas, matas ciliares, às vezes entre colônias de garças. Ovos pequenos cobertos por uma crosta calcária branco-azulada. Incubação em torno de 24 dias.
Caiçara
Reprodução
Com a fêmea...